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	<title>Sandra Pontes &#187; Crônicas &amp; Contos</title>
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	<description>Um Jeito Diferente de Descrever Acontecimentos Simples.</description>
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		<title>Microconto</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Aug 2010 00:12:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas & Contos]]></category>

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		<description><![CDATA[
Imagem: Door of consciousness &#8211; AndreyBobir &#8211; DeviantArt



® TEXTO REGISTRADO. PROIBIDA REPRODUÇÃO SEM PRÉVIA AUTORIZAÇÃO. SUJEITO ÀS PENALIDADES PREVISTAS NA LEI 9.610/98 DE DIREITOS AUTORAIS.
PLÁGIO É CRIME! E OS TEXTOS CONSTANTES NA INTERNET POSSUEM UM AUTOR. PENSE NISSO ANTES DE USAR O COPIAR/COLAR.
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

Sandra Pontes no twitter. Follow [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://sandrapontes.com/wp-content/uploads/Door_of_consciousness2.jpg"><img src="http://sandrapontes.com/wp-content/uploads/Door_of_consciousness2.jpg" alt="" title="" width="448" height="336" class="aligncenter size-full wp-image-1730" /></a></p>
<p><em>Imagem: <a href="http://andreybobir.deviantart.com/art/Door-of-consciousness-157842040?q=boost%3Apopular+door&#038;qo=0">Door of consciousness &#8211; AndreyBobir &#8211; DeviantArt</a></em></p>
<p><a href="http://sandrapontes.com/wp-content/uploads/Microconto04a.gif"><img src="http://sandrapontes.com/wp-content/uploads/Microconto04a.gif" alt="" title="" width="472" height="86" class="alignnone size-full wp-image-1743" /></a></p>
<p align="justify">
<strong><br />
® </strong>TEXTO REGISTRADO. PROIBIDA REPRODUÇÃO SEM PRÉVIA AUTORIZAÇÃO. SUJEITO ÀS PENALIDADES PREVISTAS NA LEI 9.610/98 DE DIREITOS AUTORAIS.<br />
PLÁGIO É CRIME! E OS TEXTOS CONSTANTES NA INTERNET POSSUEM UM AUTOR. PENSE NISSO ANTES DE USAR O COPIAR/COLAR.</p>
<p><a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"><img alt="Creative Commons License" style="border-width:0" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png"/></a><br/>Esta obra está licenciada sob uma <a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/">Licença Creative Commons</a>.</p>
<p align="justify"><strong><br />
Sandra Pontes no twitter. Follow me! </strong> http://twitter.com/Sandra_Pontes_</p>
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		<title>Rascunhos</title>
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		<pubDate>Wed, 12 May 2010 00:28:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas & Contos]]></category>

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		<description><![CDATA[

Imagem: Draft: Love Trail – Mohawkinator &#8211; deviantArt
Rascunho 1: 
Sempre achei que meu amor era tempestade de verão: muito intenso, forte, barulhento e que, de repente, passaria. Não passou. Nunca.
Sempre achei que bastaria colocar outra pessoa no lugar: outra voz, outra boca, outro ser seria o suficiente para esquecer. Não pude. Jamais&#8230;
Rascunho 2: 
E eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://sandrapontes.com/wp-content/uploads/Draft__Love_Trail__by_Mohawkinator.jpg"><img src="http://sandrapontes.com/wp-content/uploads/Draft__Love_Trail__by_Mohawkinator.jpg" alt="" title="Draft__Love_Trail__by_Mohawkinator" width="400" height="509" class="aligncenter size-full wp-image-1590" /></a><br />
<em>
<p align="justify">Imagem: <a href="http://mohawkinator.deviantart.com/art/Draft-Love-Trail-67841651">Draft: Love Trail – Mohawkinator &#8211; deviantArt</a></em></p>
<p align="justify"><strong>Rascunho 1: </strong><br />
Sempre achei que meu amor era tempestade de verão: muito intenso, forte, barulhento e que, de repente, passaria. Não passou. Nunca.<br />
Sempre achei que bastaria colocar outra pessoa no lugar: outra voz, outra boca, outro ser seria o suficiente para esquecer. Não pude. Jamais&#8230;</p>
<p align="justify"><strong>Rascunho 2: </strong><br />
E eu estou aqui, rascunhando, pensando como dizer&#8230; </p>
<p align="justify"><strong>Rascunho 3: </strong><br />
Foi mais de um ano sem ver, sem sentir, sem tocar. E você chega, num dia especial e me dá, de presente, um beijo.</p>
<p align="justify"><strong>Rascunho final: </strong><br />
Sei que não ficaremos juntos, mas não consegui esquecer. Não deixei de amar.<br />
Amo você.<br />
Sempre.</p>
<p align="justify"><strong><br />
Autoria: </strong> Sandra Pontes</p>
<p align="justify"><strong><br />
® </strong>TEXTO REGISTRADO. PROIBIDA REPRODUÇÃO SEM PRÉVIA AUTORIZAÇÃO. SUJEITO ÀS PENALIDADES PREVISTAS NA LEI 9.610/98 DE DIREITOS AUTORAIS.<br />
PLÁGIO É CRIME! E OS TEXTOS CONSTANTES NA INTERNET POSSUEM UM AUTOR. PENSE NISSO ANTES DE USAR O COPIAR/COLAR.</p>
<p><a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"><img alt="Creative Commons License" style="border-width:0" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png"/></a><br/>Esta obra está licenciada sob uma <a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/">Licença Creative Commons</a>.</p>
<p align="justify"><strong><br />
Sandra Pontes no twitter. </strong> Follow me. http://twitter.com/Sandra_Pontes_</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Microconto</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 01:16:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas & Contos]]></category>

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		<description><![CDATA[
Imagem: Of Fire &#8211; FallingToPieces &#8211; DeviantArt
Enquanto sua música tocava rasgou todas as fotos, bilhetes e lembranças. Jogou álcool e riscou um fósforo. Os pedaços de papel permaneceram intactos.
Foi seu coração que queimou. 

Autoria:  Sandra Pontes

® TEXTO REGISTRADO. PROIBIDA REPRODUÇÃO SEM PRÉVIA AUTORIZAÇÃO. SUJEITO ÀS PENALIDADES PREVISTAS NA LEI 9.610/98 DE DIREITOS AUTORAIS.
PLÁGIO É [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src='http://sandrapontes.com/wp-content/uploads/of_fire_by_fallingtopieces.jpg' alt='of_fire_by_fallingtopieces.jpg' /></p>
<p><em>Imagem: <a href="http://fallingtopieces.deviantart.com/art/Of-Fire-41411954">Of Fire &#8211; FallingToPieces &#8211; DeviantArt</a></em></p>
<p align="justify">Enquanto sua música tocava rasgou todas as fotos, bilhetes e lembranças. Jogou álcool e riscou um fósforo. Os pedaços de papel permaneceram intactos.<br />
Foi seu coração que queimou. </p>
<p align="justify"><strong><br />
Autoria: </strong> Sandra Pontes</p>
<p align="justify"><strong><br />
® </strong>TEXTO REGISTRADO. PROIBIDA REPRODUÇÃO SEM PRÉVIA AUTORIZAÇÃO. SUJEITO ÀS PENALIDADES PREVISTAS NA LEI 9.610/98 DE DIREITOS AUTORAIS.<br />
PLÁGIO É CRIME! E OS TEXTOS CONSTANTES NA INTERNET POSSUEM UM AUTOR. PENSE NISSO ANTES DE USAR O COPIAR/COLAR.</p>
<p><a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"><img alt="Creative Commons License" style="border-width:0" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png"/></a><br/>Esta obra está licenciada sob uma <a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/">Licença Creative Commons</a>.</p>
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		<title>Um Dia de Fúria</title>
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		<comments>http://sandrapontes.com/?p=1474#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 29 Jan 2009 23:30:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas & Contos]]></category>

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		<description><![CDATA[
Imagem: Fusca &#8211; Massat &#8211; DeviantArt 
Quem nunca passou por um dia desses, que atire o primeiro pote de maionese&#8230;
Eu gosto de fazer compras no supermercado, desde que nele só existam eu, o rapaz que fatia os frios e o caixa. Só isso. Simples assim&#8230;
Mas (e sempre tem um “mas”)&#8230; Eu só posso fazer compras [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href='http://sandrapontes.com/?attachment_id=1476' rel='attachment wp-att-1476' title='fusca_by_massat.jpg'><img src='http://sandrapontes.com/wp-content/uploads/fusca_by_massat.thumbnail.jpg' alt='fusca_by_massat.jpg' /></a><br />
<em>Imagem: <a href="http://massat.deviantart.com/art/Fusca-92722379">Fusca &#8211; Massat &#8211; DeviantArt</a> </em></p>
<p align="justify">Quem nunca passou por um dia desses, que atire o primeiro pote de maionese&#8230;</p>
<p align="justify">Eu gosto de fazer compras no supermercado, desde que nele só existam eu, o rapaz que fatia os frios e o caixa. Só isso. Simples assim&#8230;<br />
Mas (e sempre tem um “mas”)&#8230; Eu só posso fazer compras em finais de semana e é aí que meus problemas começam.<br />
Problemas sérios de controle emocional. Saio do supermercado exausta psicologicamente, pois não é fácil manter o controle. Por quê? Estou lá eu, entrando em um corredor, com o produto, marca e quantidade na cabeça (ou na lista) quando, de longe, vejo a maldita excursão. Siiiiimmmm, pobre faz excursão no supermercado em finais de semana, ao invés de irem ao shopping, ao parque, à PQP! Eles vêm com mãe, pai, sogra, sogro, trocentos pivetes chorões, pidonchos e birrentos, a vizinha, cachorro, papagaio, etc&#8230; Todos no supermercado. Andando mais devagar que o Rubinho B@rrichello!!!<br />
Mas não fica só nisso. Jamais fica! O filho mais pentelho, remelento e infernal é quem “pilota” o carrinho. E dá-lhe tornozelo atropelado. A mãe? Aquela bunda mole e cheia de celulite olha as prateleiras como estivesse vendo um animal em extinção no zoológico. Minha vontade nessa hora? Chegar por trás, bem devagarzinho, aproximar minha boca do ouvido e, com toda a potência pulmonar, gritar, berrar, urrar:<br />
- SAAAAAAAAAAAAAI DA FRENTE! (Entendeu agora o controle emocional, onde é e como fica??)<br />
Dias atrás estava eu, na hora do almoço, em uma grande rede, procurando meu xampu. Um infeliz pobre de espírito e bolso está no mesmo corredor e diz, para a sua insossa esposinha periférica:<br />
- Só compra se o xampu for de “dois conto”.<br />
Novamente realizo o esforço sobre-humano para não soltar, em pleno corredor:<br />
- Se o xampu for para você, compra uma pedra de sabão que dá no mesmo.<br />
Não. Eu não disse. A cara altamente “simpática” do infeliz me fez calar a boca para não arrumar confusão&#8230;<br />
Pior foi outro&#8230; Estava eu com a compra do mês, cheio de produtos congelados e resfriados no carrinho. Na minha frente, uma galerinha comprando apetrechos para um churrasco. No caixa&#8230; Ahhhhmmm, que coisa mais meiga e econômica. Digno de gente que usa vale-gás, vale-transporte, vale-paciência: um infeliz, com T.O.D.O.S. os encartes de supermercado possíveis e imagináveis. Se bobear, tinha até de outro país. Para cada rolo de papel higiênico, o “féladaputa” folheava os malditos encartes procurando a mesma marca por R$ 0,02 (DOIS CENTAVOS) mais barato. O Léo foi buscar dois banquinhos plásticos para sentarmos.  UMA hora depois eu, com o saco na lua  e doida para dar o R$ 1,00 de economia para o esfaimado por ofertas, comecei a reclamar alto, chamei o gerente, fiz barraco. Resultado: o “Sr. Economista” enfiou a p*rra dos panfletos no cu&#8230; rativo do joelho e foi embora. Acreditam que a fila andou???? Uma hora depois?<br />
Por essas e por outras vou mudar meu horário de compras: vou na hora da novelinha chinfrim de “ET´s mutantes” ou na hora da babaquice do BBB e pego o supermercado vazio. Afinal&#8230; Os remelentos precisam dormir, a sogra enrolar bobis no cabelo, o sogro fumar seu cigarrinho de corda e cuspir no chão, o pai colocar sua regata e chinelo de dedo e a “bunda gorda com cabelo amarelo” está em CASA, fartando-se com as dúzias de bolachas recheadas que comprou, inclusive a que encontrou, nove dias depois, jogadas debaixo do banco da carroça&#8230; ooopppsss&#8230; Do fusc@ branco, 1970. </p>
<p align="justify"><strong><br />
Autoria: </strong> Sandra Pontes</p>
<p align="justify"><strong><br />
Comentários &#038; Sugestões: </strong> sandra@sandrapontes.com</p>
<p align="justify"><strong><br />
® </strong>TEXTO REGISTRADO. PROIBIDA REPRODUÇÃO SEM PRÉVIA AUTORIZAÇÃO. SUJEITO ÀS PENALIDADES PREVISTAS NA LEI 9.610/98 DE DIREITOS AUTORAIS.<br />
PLÁGIO É CRIME! E OS TEXTOS CONSTANTES NA INTERNET POSSUEM UM AUTOR. PENSE NISSO ANTES DE USAR O COPIAR/COLAR.</p>
<p><a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"><img alt="Creative Commons License" style="border-width:0" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png"/></a><br/>Esta obra está licenciada sob uma <a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/">Licença Creative Commons</a>.</p>
<p align="justify"><strong><br />
<a href="http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=23341202">Comunidade do site no Orkut. </strong> Participe.</a> </p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Microconto: Concordata</title>
		<link>http://sandrapontes.com/?p=1461</link>
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		<pubDate>Mon, 01 Dec 2008 23:44:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas & Contos]]></category>

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		<description><![CDATA[

Imagem: Bankrupt &#8211; Aeronautics &#8211; DeviantArt

O amor deles foi um amor comercial: de segunda a sexta, das 8 às 18hs. 
Sábados, domingos e feriados eram dedicados às suas respectivas famílias. 
Durou até o pedido de concordata&#8230;
Autoria:  Sandra Pontes

® TEXTO REGISTRADO. PROIBIDA REPRODUÇÃO SEM PRÉVIA AUTORIZAÇÃO. SUJEITO ÀS PENALIDADES PREVISTAS NA LEI 9.610/98 DE DIREITOS [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href='http://sandrapontes.com/?attachment_id=1459' rel='attachment wp-att-1459' title='bankrupt__by_aeronautics.jpg'><img src='http://sandrapontes.com/wp-content/uploads/bankrupt__by_aeronautics.thumbnail.jpg' alt='bankrupt__by_aeronautics.jpg' /></a><br />
<br /></br><br />
<a href="http://aeronautics.deviantart.com/art/bankrupt-104152287">Imagem: Bankrupt &#8211; Aeronautics &#8211; DeviantArt</a><br />
<br /></br></p>
<p align="justify">O amor deles foi um amor comercial: de segunda a sexta, das 8 às 18hs. </p>
<p align="justify">Sábados, domingos e feriados eram dedicados às suas respectivas famílias. </p>
<p align="justify">Durou até o pedido de concordata&#8230;</p>
<p align="justify"><strong>Autoria: </strong> Sandra Pontes</p>
<p align="justify"><strong><br />
® </strong>TEXTO REGISTRADO. PROIBIDA REPRODUÇÃO SEM PRÉVIA AUTORIZAÇÃO. SUJEITO ÀS PENALIDADES PREVISTAS NA LEI 9.610/98 DE DIREITOS AUTORAIS.<br />
PLÁGIO É CRIME! E OS TEXTOS CONSTANTES NA INTERNET POSSUEM UM AUTOR. PENSE NISSO ANTES DE USAR O COPIAR/COLAR.</p>
<p><a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"><img alt="Creative Commons License" style="border-width:0" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png"/></a><br/>Esta obra está licenciada sob uma <a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/">Licença Creative Commons</a>.</p>
<p align="justify"><strong><br />
<a href="http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=23341202">Comunidade do site no Orkut. </strong> Participe</a>. </p>
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		<item>
		<title>Mini-Crônica: Terapias</title>
		<link>http://sandrapontes.com/?p=1442</link>
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		<pubDate>Mon, 03 Nov 2008 22:31:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas & Contos]]></category>

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		<description><![CDATA[


Imagem: Cry &#8211; Mental &#8211; DeviantArt


Sabe a melhor parte da terapia? É poder falar o que está sentindo sem ser condenada&#8230; É chorar o que pode e o que não pode; é ter ataque verborrágico, irrestrito, incoerente e não magoar. Ao contrário, sair leve, tranqüila&#8230; É descarregar a raiva, a ira, a tristeza e, assim [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href='http://sandrapontes.com/?attachment_id=1443' rel='attachment wp-att-1443' title='cry.jpg'><img src='http://sandrapontes.com/wp-content/uploads/cry.thumbnail.jpg' alt='cry.jpg' /></a></p>
<p><em>
<p align="justify">
<strong>Imagem: </strong><a href="http://mental.deviantart.com/art/cry-7165663">Cry &#8211; Mental &#8211; DeviantArt</a></em><br />
<br /></br><br />
<br /></br></p>
<p align="justify">Sabe a melhor parte da terapia? É poder falar o que está sentindo sem ser condenada&#8230; É chorar o que pode e o que não pode; é ter ataque verborrágico, irrestrito, incoerente e não magoar. Ao contrário, sair leve, tranqüila&#8230; É descarregar a raiva, a ira, a tristeza e, assim mesmo, ouvir que é uma mulher bonita, inteligente, ativa e que só precisa ser (ou querer ser)  feliz.<br />
Já uma amiga fez terapia melhor (ou diferente). Sexta-feira à tarde, depois de 3 horas atravessando a Marginal Tietê, com o som no último ouvindo rock pesado, ela chegou à casa da irmã. Iriam ao show da Ana Carolina. Já cansada, doida para esquecer-se da vida, bebeu um pouco a mais. Chegaram ao estádio umas 3 horas antes e dá-lhe cerveja. “Três horas é muito tempo, San, para conversar banalidades” disse ela&#8230; E foi aí que ela abriu o coração para a irmã, soltou o verbo e contou coisas que jamais teve coragem, inclusive sobre o seu grande amor. Não sei, mas acho que ela já sabia o que ia acontecer&#8230; E, como a conheço bem, enquanto contava, eu também sabia o que tinha acontecido. Ana Carolina dedilhou no violão “Encostar na tua”, a música dela e do seu amor. A irmã a abraçou bem na hora do choro! Ficaram assim, agarradas, até a música acabar.<br />
Depois me disse que foi a melhor coisa que fez: abrir o coração para alguém que a quer bem demais. Acho que vou experimentar, também&#8230; </p>
<p align="justify"><strong><br />
Autoria: </strong> Sandra Pontes</p>
<p align="justify"><strong><br />
Comentários, opiniões: </strong> sandra@sandrapontes.com</p>
<p align="justify"><strong><br />
® </strong>TEXTO REGISTRADO. PROIBIDA REPRODUÇÃO SEM PRÉVIA AUTORIZAÇÃO. SUJEITO ÀS PENALIDADES PREVISTAS NA LEI 9.610/98 DE DIREITOS AUTORAIS.<br />
PLÁGIO É CRIME! E OS TEXTOS CONSTANTES NA INTERNET POSSUEM UM AUTOR. PENSE NISSO ANTES DE USAR O COPIAR/COLAR.</p>
<p><a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"><img alt="Creative Commons License" style="border-width:0" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png"/></a><br/>Esta obra está licenciada sob uma <a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/">Licença Creative Commons</a>.</p>
<p align="justify"><strong><br />
<a href=" http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=23341202">Comunidade do site no Orkut. </strong> Participe.</a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Feliz Aniversário (Nanoconto)</title>
		<link>http://sandrapontes.com/?p=1434</link>
		<comments>http://sandrapontes.com/?p=1434#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 13 Oct 2008 02:23:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas & Contos]]></category>

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		<description><![CDATA[
Imagem: Long Distance &#8211; Grigari &#8211; DeviantArt




® TEXTO REGISTRADO. PROIBIDA REPRODUÇÃO SEM PRÉVIA AUTORIZAÇÃO. SUJEITO ÀS PENALIDADES PREVISTAS NA LEI 9.610/98 DE DIREITOS AUTORAIS.
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Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

Comunidade do site no Orkut.  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href='http://sandrapontes.com/wp-content/uploads/long_distance_by_grigari.jpg' title='long_distance_by_grigari.jpg'><img src='http://sandrapontes.com/wp-content/uploads/long_distance_by_grigari.thumbnail.jpg' alt='long_distance_by_grigari.jpg' /></a></p>
<p align="justify"><em>Imagem: <a href="http://phill-strange.deviantart.com/art/distance-84043289">Long Distance &#8211; Grigari &#8211; DeviantArt</a></em><br />
<br /></br><br />
<br /></br><br />
<a href='http://sandrapontes.com/wp-content/uploads/fa02.bmp' title='fa02.bmp'><img src='http://sandrapontes.com/wp-content/uploads/fa02.bmp' alt='fa02.bmp' /></a></p>
<p align="justify"><strong><br />
® </strong>TEXTO REGISTRADO. PROIBIDA REPRODUÇÃO SEM PRÉVIA AUTORIZAÇÃO. SUJEITO ÀS PENALIDADES PREVISTAS NA LEI 9.610/98 DE DIREITOS AUTORAIS.<br />
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<p><a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"><img alt="Creative Commons License" style="border-width:0" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png"/></a><br/>Esta obra está licenciada sob uma <a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/">Licença Creative Commons</a>.</p>
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		<title>E o que é o Amor?</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Sep 2008 00:57:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas & Contos]]></category>

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		<description><![CDATA[
Imagem: In Love &#8211; Cintia Villavicencio &#8211; DeviantArt 



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<p><em>Imagem: <a href="http://aliengirlcinti.deviantart.com/art/In-Love-34283736">In Love &#8211; Cintia Villavicencio &#8211; DeviantArt </a></em></p>
<p><img src='http://sandrapontes.com/wp-content/uploads/amor-o-que-e-03.bmp' alt='amor-o-que-e-03.bmp' /><br />
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<p><a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"><img alt="Creative Commons License" style="border-width:0" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png"/></a><br/>Esta obra está licenciada sob uma <a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/">Licença Creative Commons</a>.</p>
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		<title>Pingo Sobre Pingo</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Sep 2008 22:13:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas & Contos]]></category>

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		<description><![CDATA[
Imagem: The rain &#8211; OjosVerde &#8211; DeviantArt




Autoria:  Sandra Pontes

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<p align="justify"><em>Imagem: <a href="http://ojosverde.deviantart.com/art/The-rain-15090743">The rain &#8211; OjosVerde &#8211; DeviantArt</a></em><br />
<br /></br><br />
<a href='http://sandrapontes.com/?attachment_id=1408' rel='attachment wp-att-1408' title='pingo02.bmp'><img src='http://sandrapontes.com/wp-content/uploads/pingo02.bmp' alt='pingo02.bmp' /></a><br />
<br /></br></p>
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<strong>Autoria: </strong> Sandra Pontes</p>
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<p><a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"><img alt="Creative Commons License" style="border-width:0" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png"/></a><br/>Esta obra está licenciada sob uma <a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/">Licença Creative Commons</a>.</p>
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		<title>Era uma vez&#8230; Uma casa</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Sep 2008 01:37:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas & Contos]]></category>

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		<description><![CDATA[
Imagem: Cry &#8211; want2you &#8211; DeviantArt 


Aquela casa. Aquela casa era única. Mágica e especial. Foi nela que nasci. Foi nela que aprendi a ler e escrever. Foi onde vivi meus oito primeiros anos. E foi nela que eu conheci e considerei minha família como “inteira”.
Meus irmãos, duas meninas e um rapaz, dividiam o mesmo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href='http://sandrapontes.com/?attachment_id=1400' rel='attachment wp-att-1400' title='cry_by_want2you.jpg'><img src='http://sandrapontes.com/wp-content/uploads/cry_by_want2you.thumbnail.jpg' alt='cry_by_want2you.jpg' /></a></p>
<p align="justify"><em>Imagem: <a href="http://want2you.deviantart.com/art/cry-74152926">Cry &#8211; want2you &#8211; DeviantArt</a> </em><br />
<br /></br><br />
<br /></br></p>
<p align="justify">Aquela casa. Aquela casa era única. Mágica e especial. Foi nela que nasci. Foi nela que aprendi a ler e escrever. Foi onde vivi meus oito primeiros anos. E foi nela que eu conheci e considerei minha família como “inteira”.<br />
Meus irmãos, duas meninas e um rapaz, dividiam o mesmo quarto. Brigas por espaço, individualidade e privacidade. Eu dormia com meus pais. Casa pequena, simples. Nos fundos havia outra, onde moravam meus avôs paternos.<br />
Foi naquela casa, pequena, que via minha irmã lavar calça jeans, estirada no chão, com vassoura. Para enxaguar, baldes de água e rodo. Era engraçado&#8230;<br />
Foi naquela casa que eu tive meu primeiro animalzinho de estimação: um pintinho. Quando cresceu, foi parar no sítio de algum tio e nunca mais o vi.<br />
Foi naquela casa, com um pé imenso de louro, que minha avó brigava com o filho da vizinha, achando que ele subia no muro pra roubar limão.<br />
Foi naquela casa que o vizinho carroceiro gritava a plenos pulmões, quando meu avô, com esclerose, fugia para casar com uma senhora que tinha uma vaca e “vinte contos de réis”:<br />
- D. Cida&#8230; Corre que o “véio” fugiu. &#8211; E lá ia minha mãe, desligar panelas para correr rua afora e buscá-lo.<br />
Foi ali também que perdi meus dentes da frente, aos cinco anos. Travessura do irmão, que me achava igual boneca de pano.<br />
E quando o bêbado mais temido da rua – Vitório – aparecia? Era uma correria só de crianças desesperadas para se esconder. Ele nos agarrava pelo braço, machucava. Morríamos de medo ele&#8230;<br />
Meus avôs se foram&#8230; Meu pai decidiu vendê-la. Comprou uma maior. Um ano depois, perdemos minha irmã. Meu irmão foi trabalhar em outro estado. Minha outra irmã passou no vestibular, em outra cidade. A casa, que ele comprou para os filhos, esvaziou. Calou-se de risos, discussões, alegria.<br />
Mudamos para outras cidades, moramos em várias casas, mas a “nossa” casa sempre esteve em seu lugar. A rua virou avenida, foi se enchendo de comércio e ela lá, firme. Sozinha.<br />
Há alguns meses colocaram uma placa de “vende-se”. Até pensei em vê-la, passando-me por possível compradora. Minha irmã me fez desistir:<br />
- San&#8230; Ela não está mais como você lembra. Se tiver medo de perder as lembranças, melhor não ir.<br />
É&#8230; Eu ainda me lembro da geladeira e fogão vermelhos, do vaso azul em cima da mesa, com flores de plástico brancas. Lembro do sofá marrom, todo costurado e de botões. Lembro da lata de tinta, imensa, que guardava uma samambaia e que me serviu de escudo – só não calando o choro e gritos &#8211; quando meu pai, depois dos filhos crescidos e sempre de roupa social, passou na faculdade e chegou todo melado de ovo, farinha e café, uma saia horrível e colar de havaiana, no trote que recebeu.<br />
E, todas as vezes que eu saia do estacionamento do supermercado, a via. Inteira, com sua imitação de lareira, em pedra, na parede frontal. O mesmo piso antigo e vermelho no chão da garagem. Mesmo mudando a placa para “vendeu”, ela ainda estava lá.<br />
E a gente sempre acha que, quando algo acaba significa que outro algo começa&#8230; Nem sempre é assim. Hoje entendi que não é assim. A casa se foi. Sua frente foi tomada de tapumes rosa escuro. Não há mais portas, janelas, o corredor. Hoje, quando saí do supermercado, não a vi mais. Só restos de paredes. Marcas. Pilha de entulho do que foi, um dia, uma família completa.<br />
O ladrilho vermelho da cozinha pode ter ido embora há anos, mas para mim ele ainda existia. Assim com existia a marca na parede, a falta de um pedaço que meu irmão, carinhosamente, quebrou com a minha cabeça, quando eu tinha três anos. Ele passou e esqueceu que eu estava em seus ombros.<br />
Não existe mais a grade onde eu ficava pendurada, no final da tarde, esperando meu pai aparecer na esquina para correr ao seu encontro. Não existe também a lavanderia da casa do fundo, onde montaram uma casinha para eu brincar.<br />
A única palavra que consegui dizer enquanto os olhos se enchiam de lágrimas foi:<br />
- Acabou&#8230;<br />
As mesmas lágrimas que deixo cair enquanto escrevo. Minha irmã se foi, meu pai se foi, mas a casa&#8230; Não. Ela ainda estava lá&#8230; Estava. Com lembranças. Com a sensação de que estávamos ainda todos juntos. Não está mais lá&#8230; Não estamos mais nela.<br />
Acabou.</p>
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Autoria: </strong> Sandra Pontes</p>
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® </strong>TEXTO REGISTRADO. PROIBIDA REPRODUÇÃO SEM PRÉVIA AUTORIZAÇÃO. SUJEITO ÀS PENALIDADES PREVISTAS NA LEI 9.610/98 DE DIREITOS AUTORAIS.<br />
PLÁGIO É CRIME! E OS TEXTOS CONSTANTES NA INTERNET POSSUEM UM AUTOR. PENSE NISSO ANTES DE USAR O COPIAR/COLAR.</p>
<p><a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"><img alt="Creative Commons License" style="border-width:0" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png"/></a><br/>Esta obra está licenciada sob uma <a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/">Licença Creative Commons</a>.</p>
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