fantastica-fabrica-novo.jpg

Neste feriado cruzei coragem com disponibilidade da locadora e aluguei a versão de Tim Burton de “A fantástica fábrica de chocolate”. E por que coragem?

fantastica-fabrica-antigo.jpg

Porque sou fã confessa da primeira versão desde pequena (produzido em 1971) afinal, qual criança não gostaria de ganhar para si uma fábrica inteira de doces? Quando saiu em DVD garanti uma cópia para mim e para que meu filho também conhecesse.

E não houve como não traçar comparações entre as duas versões.

Onde Tim Burton Ganha:

– Nos Oompa-Loompas. Ainda sinto certo incômodo ao ver aqueles homenzinhos laranja, com cabelos brancos e culotes desproporcionais. Os de Tim são muito mais simpáticos e amistosos.

– Charlie Bucket (o feliz ganhador da fábrica) é muito mais carismático que na versão original. O ator mirim da primeira versão me dá a impressão de que sofre o filme todo. Há algo de exagerado em sua pobreza (de estúdio) ou em sua atuação, pois tenho a sensação de que ele vai chorar a qualquer momento. O de Tim tem uma atuação perfeita e seus olhos realmente brilham de felicidade ao se deparar com algo novo na fábrica.

Onde Tim Burton Perde:

– Na caracterização de Willy Wonka. Fiquei na dúvida se estava vendo Johnny Depp ou Jim Carrey em “O Máskara”. Aquelas maçãs do rosto estufadas e os dentes saltados davam a impressão de que ele ficaria verde e, com seu paletó amarelo, sairia dançando pelos corredores da fábrica.

– Na atuação de Johnny Depp. Gene Wilder deu um ar cômico ao filme, já Johnny aparentou um ser com vários problemas psicológicos. Nada contra Depp, mas talvez, com a preocupação em não imitar Wilder, ele deu um ar sombrio ao fabricante. Nem as piadas fluem com naturalidade.

– Nas músicas. Onde foram parar as 4 versões de “Oompa-Loompa-Doompa-De-Do”?

– Na fábrica. Um lugar soturno, cinza na nova versão contra um colorido especial na antiga.

– Mostrar as crianças saindo após serem encolhidas, mas arrogantes, sugadas e ainda gulosas, azuis e prepotentes, sujas e mimadas deu a sensação de que nada do que passaram serviu de lição. Até mesmo a perda do grande prêmio não os abalou.

– Trocar gansos que botavam ovos dourados de páscoa por esquilos que descascam nozes não foi lá muito emocionante.

– Na magia. Onde foi parar o corredor onde todos se espremem para sair pela mesma porta que entraram? Ou o corredor cheio de portas que vai diminuindo, diminuindo…? O que dizer dos jatos de chantilly saindo de um trenzinho e depois um banho num grande lava-rápido?

– No final da história. Apesar de não ter lido o livro e terem afirmado que sua versão foi a que mais se aproximou do original, a história do pai dentista “mau” foi meio supérfluo mesmo que tenha servido para explicar os surtos de gagueira ao pronunciar as palavras “pai”, “mãe” e “família”.

Conclusão:

Gosto de Tim Burton. Mas não houve jeito: decepcionei-me com sua versão. Aliás, Rafael disse tudo sobre remakes em seu post


Autoria:
Sandra Pontes


®
TEXTO REGISTRADO NA BIBLIOTECA NACIONAL. PROIBIDA REPRODUÇÃO SEM PRÉVIA AUTORIZAÇÃO. SUJEITO ÀS PENALIDADES PREVISTAS NA LEI 9.610/98 DE DIREITOS AUTORAIS.
PLÁGIO É CRIME! E OS TEXTOS CONSTANTES NA INTERNET POSSUEM UM AUTOR. PENSE NISSO ANTES DE USAR O COPIAR/COLAR.



Posts Recentes:


Comments


This entry was posted on Thursday, March 2nd, 2006 at 6:10 pm and is filed under Minha Opinião (ou Minhas "Achices"). You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.

8 Corajosos!!!


  1. Jacque on March 2, 2006 8:32 pm

    Ôba! Cheguei primeiro, hehehehe!
    Não assisti à segunda versão, mas não sei nem se quero assistir depois do que você relatou. Será que vale à pena?
    Estou bem descansada. Benditas sejam as minhas férias que só acabam na semana que vem!
    Beijos.

  2. Allan Robert P. J. on March 2, 2006 9:59 pm

    Assisti aquela com o Wilder e tenho medo de me decepcionar com a refilmagem. Minhas filhas foram ver no cinema e depois assistiram a primeira versão. Elas concordam com você, apesar dos efeitos modernos e (segundo elas) do chocolate por toda parte na nova versão.

  3. Carlos on March 2, 2006 10:07 pm

    Oompa-Loompa… isso é clássico e muito divertido. Tenho que confessar que ainda não assisti esse remake e que não tenho a menor vontade de assistir. É melhor manter apenas o original na cabeça : ) bjs…

  4. Alexandre on March 3, 2006 8:06 am

    Concordo 100% com vc Sandra!

  5. Ronzi on March 3, 2006 10:48 am

    Eu me recusei a assistir esse filme assim que souque que não havia as musiquinhas: “Oompa Loompa Doompa Di Do/ I Have another puzzle for You!”

    Como eu adoro essa rima, hehe.

  6. edu on March 3, 2006 3:08 pm

    É, fiquei com medo e não vi a nova Fábrica ainda… Porque tem certos filmes da nossa infância que não são re-fazíveis, hehehe…

    Mas Superman V eu vou ver!!!!

  7. D. Afonso XX, o Chato on March 4, 2006 8:57 am

    Sua desmancha prazeres! hehehehe estava pensanso em assistir, agora não vou mais. beijão

  8. Ana on March 4, 2006 4:57 pm

    Johnny Depp quis dar um ar mais psicológico para o personagem. assisti aos dois como se fossem filmes diferentes evitando toda e qualquer comparação. me dei bem, eu acho!

    aproveita esse clima de volta à infância e participa dessa brincadeira:

    “cada bloguista participante tem de enunciar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. e além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do “recrutamento”. ademais, cada participante deve reproduzir este ‘regulamento’ no seu blogue.”

    beijos!

Nome (requerido)

Email (Segredinho nosso)

Site ou blog

XHTML: You can use these tags: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

Deixe seu recado (que pode ser devidamente editado, ignorado, respondido, deletado... Depende do meu humor!)

"A vontade pode e deve ser um motivo de orgulho superior ao talento." Balzac

"Quem atinge o seu ideal, ultrapassa-o precisamente por isso." Friedrich Nietzsche

"O homem sensato adapta-se ao mundo. O homem insensato insiste em tentar adaptar o mundo a si. Sendo assim, qualquer progresso depende do homem insensato." Bernard Shaw

"Todos os nossos sonhos podem se realizar, se tivermos a coragem de persegui-los." Walt Disney