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Foto: Alex de Carvalho

Você já se viu numa “maré de azar”? Daquelas bravas, altas, que inundam tudo ao redor? Ou então já esteve perto de alguém que, por tudo o que falam de “inferno astral”, o mesmo é idêntico ao pólo norte frente a tanto azar?
Não? Eu sim. Aliás, tenho um “tsunami” desses sentado ao meu lado. Exagero? Não sei… Mas que anda fazendo umas ondas boas para surfar, isso anda…
Doença, falta de grana, carro batido, problemas no serviço, rusgas na família. Tudo isso desgasta as pessoas envolvidas e as não envolvidas, quando o assunto se torna “domínio público”. E aumentam quando eles resolvem se aglutinar. Sim, problemas se juntam, tal qual nuvem de tempestade. E haja pára-raios para segurar tanto barulho! Os problemas viram bola de neve quando aquele pedacinho de gelo – um único problema – começa a se mexer. E cresce… Arrasta tudo o que vê pela frente e você nem sabe de onde veio, como começou ou em que árvore vai se espatifar.
Mas, vamos voltar ao meu tsunami. Pegou lenço descartável? Rolo de papel higiênico? Vai precisar. Ou, se você for muito irônico, vai rir um pouco e, no final, respirar fundo e pensar: “antes ele do que eu!”.
Tudo começou semana retrasada, quando Tsunami teve sua entrada na Big Empresa “bloqueada”. O motivo? Só o Todo Poderoso sabe… Uma gotinha da onda.
Mas isso não seria nada se o caso fosse mais complicado. Tentando descobrir o real motivo e correndo atrás de algo que achou que fosse (um mísero chequinho no “prego”) acabou achando outro. Maior. Um processo contra a empresa criada unicamente para ser contratada como PJ. Ahhh… Ainda há contador que não repassa os pagamentos de seus clientes. Já virou um copo.
Mas seria pouco se a filha não estivesse parindo e, para ajudar, com um marido completamente “avião da Mulher Maravilha”. Ausente. Ninguém vê. Ninguém sabe dele. Um balde.
Já são três… Há mais. A tia, essa madrugada, foi operada às pressas. Sendo tratada com sintomas de flatulência o abdome foi inchando, inchando… Motivo real? Duas perfurações no intestino. Detalhe: aos 92 anos. Está na UTI, em recuperação. Agora sou obrigada a dizer que é preciso um caminhão pipa.
O carro. O que houve? 0 km, dois meses de uso. De uma fábrica italiana radicada no Brasil há muitos anos e que faz o carro “um”. Só tem um defeitinho. Tão pequeno que nem se nota: ele morre, falece, desencarna em movimento. Qualquer velocidade. Já parou no meio da estrada, na rua. Foi passear na concessionária. Acredita que não acharam o problema??? Pois é. Nada! Niente. Semana passada. 3 da manhã. O filho saindo do serviço (ele também é analista de sistemas, por isso, se seu filho quiser seguir essa profissão, sugira que ele venda sanduíche natural ou bijuteria na Praia do Futuro, ok?), cansado, garoando e na curva. E não é que o “nada” que a concessionária achou resolveu aparecer? Resultado: batida e um “preju” de R$ 1.800,00. E liga para a concessionária. E para a Matriz. É preciso pagar o conserto para que o diagnóstico seja feito. Carro 0 km, batido por falha na fabricação. Eu não quereria um carro desses de volta. Nem Tsunami. Atitude correta. Já passei o número do celular da minha advogada.
Fora as encrencas na família e coisas miúdas. Problemas com o pedreiro, a conta…
Aconselhei Tsunami a acender vela para o anjo da guarda e já orei pela família.
Então, se você brigou com o namorado, o cachorro fez xixi no tapete, o filho está de rusga com um coleguinha ou está sem grana para comprar aquela blusa linda que viu no shopping, relaxe! Abra uma latinha de breja, ligue o rádio e tenha a certeza de que ondas dessas são para poucos!
Tsunami… Vai melhorar, ok? E nem pense na famosa lei de Murphy “nada está tão ruim que não possa piorar”!
Por via das dúvidas, acabei de dar três batidinhas na mesa. Salve mangalô três vezes!


Autoria:
Sandra Pontes


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Comments


This entry was posted on Wednesday, May 16th, 2007 at 9:34 pm and is filed under Crônicas & Contos. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.

6 Corajosos!!!


  1. Juliano on May 16, 2007 9:47 pm

    Meu Deus.

    Desgraça pouca é bobagem.

    Que a maré entre em refluxo logo, ora pois.

    [é quase inevitável – mas totalmente dispensável – o Complexo de Pollyana…]

  2. Anna on May 17, 2007 10:37 am

    Sr. Tsunami,
    O jeito é rir da própria desgraça… porque se a gente for chorar… é capaz de acabarem os lenços de papel, caírem lágrimas no teclado e a gente ainda levar um choque daqueles!
    Ass.: Sra. Ressaca no Litoral

    (é… ainda não cheguei a Tsunami… nem quero, mas que a coisa tá ficando feia, isso tá!!!)

    Beijo, San.

  3. Kith on May 17, 2007 11:20 am

    Avise Tsunami que as coisas não são tão ruins… que não possam piorar!
    É o que eu estou aprendendo! Por aqui tenho uma outra coisa me afligindo: não é um tsunami, mas sim um asteróide rumando ao meu encontro, como aquele que acabou com os dinossauros na terra!

  4. Edu on May 17, 2007 9:28 pm

    Jizúis, Maria, Jusé!!

  5. Juliano Rosa » Marés de azar on May 24, 2007 4:03 am

    […] Sandra, semana passada, descreveu uma sucessão de ‘tragédias’ na vida de um conhecido. Comentei a propósito do Complexo de Pollyana (’Estou com uma perna quebrada… ainda bem! Já pensou se fossem as duas?’), mas, quando temos notícias de sorte ou revés, fazemos automaticamente comparações com nossa própria vida. […]

  6. Alexandre Pinheiro on May 26, 2007 1:59 am

    cara .. isso tudo aconteceu com vc?
    espero que passe logo, viu?
    meu pai, uma pessoa que considero muito sábia, diz que quando vem, vem tudo. Tipo, a grana para de entrar (na minha profissão, muitas e muitas vezes), e dai para tudo. Quando volta, volta muita coisa.
    Ele te tbm um carro zero, que paneava do nada. Trocou em outro, tbm zero, que deu um pau danado por pagamento, e hoje é “casado” com este ultimo ….
    Coisas da vida.
    Então, saibas que já já isso tudo se irá, e o que vier no lugar, é, além de uma compensação, tudo de bom.
    Abrassssss

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